Conwy cabe dentro das suas próprias muralhas. É essa a primeira coisa a perceber antes de planear o dia: quase tudo o que vale a pena ver fica dentro de um anel de pedra que se atravessa a pé em poucos minutos. Não é preciso transporte, nem escolher entre uma zona e outra. A questão real é por que ordem visitar.
Comece pelo castelo, mas não fique por lá
O Conwy Castle é a razão pela qual a maioria das pessoas chega à vila. Foi erguido no tempo de Eduardo I, e as torres e as muralhas do centro histórico fazem parte do mesmo conjunto medieval, classificado pela UNESCO. Subir às torres dá a melhor vista sobre o estuário e sobre o desenho da vila — e ajuda a orientar o resto do passeio, porque de cima se percebe onde ficam as ruas estreitas, o porto e o verde a ocidente.

O que a maioria dos visitantes não vê
Depois do castelo, a vila divide-se em duas metades muito diferentes. Do lado do estuário está a ponte suspensa de Thomas Telford, hoje entregue ao National Trust e atravessável a pé — uma travessia curta que muda completamente o ângulo sobre o castelo. Continuando pelo cais, encontra a Smallest House in Great Britain, a fachada vermelha apertada entre duas paredes que dá a Conwy uma das suas curiosidades mais conhecidas. É pequena a sério; a visita demora o que demora espreitar lá dentro.

A outra metade é a vila propriamente dita. Plas Mawr, a casa senhorial isabelina na High Street, mostra como se vivia em Conwy quando o castelo já era antigo. Mais acima, uma escadaria em espiral dá acesso ao topo das muralhas — o troço que se percorre por cima é, para muita gente, a melhor meia hora do dia. E, se quiser trocar a pedra por árvores, o Bodlondeb Park fica a poucos minutos do centro, do lado do estuário.
Um dia sem fila de espera
Meia manhã chega para os pontos principais; um dia inteiro permite parar no cais, andar pelas muralhas com calma e espreitar as ruas laterais que a maioria dos grupos atravessa sem olhar. Se não quiser andar com um mapa aberto na mão, o percurso autoguiado do CityWalkGems liga estas paragens pela ordem em que fazem sentido a pé — do castelo à ponte, do cais à High Street e de volta às muralhas — com uma pergunta em cada paragem para não passar por ela distraído.

