Caça ao tesouro soa leve. Em Hiroshima a palavra não é óbvia, e é justamente por isso que este percurso funciona de outra forma: não pede que ganhes, pede que olhes. Doze paragens, cerca de 5,1 quilómetros e, em cada paragem, uma pergunta cuja resposta está à tua volta.
O que torna esta caça ao tesouro diferente aqui
A maioria dos percursos urbanos vai de monumento em monumento. Este vai do que foi reconstruído para o que ficou deliberadamente por restaurar. O castelo de Hiroshima foi cuidadosamente reerguido depois de 1945 segundo o original do século XVI, com torre de menagem, fossos e muralhas de pedra. A Cúpula da Bomba Atómica — antiga Hiroshima Prefectural Industrial Promotion Hall — permanece exatamente como a explosão a deixou. Os dois extremos cabem numa só caminhada, e as perguntas pelo caminho giram em torno dessa diferença: o que vês, o que restou e o que foi reposto. Aqui a pontuação é secundária; reparar é que é o objetivo.
O que encontras pelo caminho
Passas pela Torre Orizuru, cujo miradouro «Hiroshima Hills» abrange a cidade e olha para a Cúpula, e ao longo de cuja Parede Orizuru descem grous de papel. Chegas ao Monumento da Paz das Crianças, dedicado a Sadako Sasaki, onde visitantes do mundo inteiro deixam os seus grous dobrados. E ladeias o Hiroshima Museum of Art, com impressionistas franceses como Monet e Renoir — outra face da cidade, onde a cultura voltou a florescer depois da destruição.
Prático
O percurso tem doze paragens e cerca de 5,1 quilómetros; conta com duas a duas horas e meia, mais se demorares nos memoriais. O troço mais longo entre duas paragens ronda os 850 metros. Podes começar em qualquer ponto do percurso e andas ao teu ritmo: podes parar e retomar mais tarde. Só precisas de um telemóvel, porque o percurso abre no navegador, sem descarga nem conta.
Para quem
Para quem prefere compreender Hiroshima a riscá-la de uma lista. As perguntas mantêm a tua atenção no lugar e não no ecrã. O passeio por Hiroshima é gratuito.

